Pra ser um jornalista é preciso muito mais do que apenas gostar de ler ou escrever bem. È realmente necessário que se conheça as técnicas e as formas como devemos tratar cada situação, a maneira como devemos passar as informações, porque estaremos veiculando noticias para milhares de pessoas, e um pequeno erro pode causar um grande problema.
Eu como acadêmica do curso de jornalismo, penso que uma das coisas mais importantes do curso é a ética, é a qualidade com que as informações são passadas para a sociedade.
E esta ética só será adquirida através da pratica e dos estudos realizados com tempo em que passamos na universidade, pois é enquanto estamos aqui que podemos errar e aprender com nossos próprios erros, ampliar nosso conhecimento, desenvolver um senso critico e aprender a fazer um jornalismo ético, e com responsabilidade social.
Esta questão do diploma vem sendo discutida desde 1997 quando a profissão foi regulamentada, em 2001 a juíza federal Carla Abrantkoski Rister concedeu liminar a uma ação civil pública onde a profissão poderia ser realizada por qualquer pessoa que portasse diploma de nível superior, contudo em 2005 o diploma jornalístico voltou valer. E hoje estamos vivendo novamente esta discussão.
Um dos argumentos usados para a queda do diploma jornalístico foi a censura.
Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, o diploma era um "resquício do regime de exceção", que tinha a intenção de controlar as informações veiculadas pelos meios de comunicação e de manter afastados das redações os políticos e intelectuais que fossem contra ao regime militar.
Penso que este argumento é totalmente errado, pois sabemos através do estudo, que qualquer pessoa tem a liberdade de escrever e de se expressar por qualquer meio de comunicação, pois o jornalismo é uma atividade que promove interação entre as pessoas e a troca de opinião. Por isso existem os artigos que são escritos por especialistas como médicos, dentista, engenheiros que escrevem assuntos de seus conhecimentos, porem não podem ser considerados jornalistas, pois não tem o conhecimento técnico e ético que um jornalista precisa ter para exercer a profissão. Se pararmos para analisarmos, então outras profissões também estão correndo o mesmo risco. Pois um pedreiro faz as mesmas atividades que um engenheiro, apenas não tem o mesmo conhecimento de um engenheiro que cursou a faculdade.
E toda esta discussão acaba envolvendo não apenas os jornalistas que estão sendo desvalorizados, mas também a sociedade, pois todo o jornalista tem um compromisso social, de informar com imparcialidade, mostrar os diversos lados de uma historia. E o fato do diploma não ser mais obrigatório faz com que entrem nesta área da comunicação pessoas mais facilmente controladas, que não sabem as normas e as regras do jornalismo, com mão de obra mais barata, e que não estão preparadas para assumir este compromisso com a sociedade, o que pode comprometer a informação, a verdade, e a responsabilidade social.
Porém não podemos fugir da realidade, a obrigatoriedade do diploma jornalístico não existe mais, e precisamos nos adaptar a esse fato, agora mais do que nunca é necessário que todos os acadêmicos de jornalismo, estudem ao máximo, por que a partir de agora, estamos competindo com pessoas que são “jornalistas” mesmo sem ter cursado uma faculdade com esta habilitação. Portanto ao sairmos da universidade não podemos ser apenas mais um jornalista, mais sim, “O jornalista” aquele que faz a diferença.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário